Como comprovar renda ao comprar um apartamento?

Dicas

22 de setembro de 2025

Adquirir um imóvel é um passo importante na vida de qualquer pessoa, e uma das etapas mais decisivas desse processo é como comprovar renda ao comprar um apartamento. 

Afinal, os bancos e construtoras precisam ter a garantia de que você terá condições de pagar as parcelas do financiamento. Mas como exatamente comprovar a renda? Quais documentos podem ser utilizados? E o que fazer se você for autônomo ou tiver uma renda variável?

A boa notícia é que existem diferentes formas de comprovar sua capacidade financeira, e não é tão complicado quanto parece. Vamos explicar como funciona e quais alternativas você pode usar.

Por que a comprovação de renda é necessária?

A comprovação de renda é exigida principalmente em processos de financiamento imobiliário. O banco precisa avaliar se o valor das parcelas cabe dentro do seu orçamento mensal, evitando o risco de inadimplência.

A regra geral é que a parcela não pode ultrapassar cerca de 30% da sua renda bruta. Por isso, quanto mais clara e organizada for a apresentação dos seus rendimentos, mais fácil será a aprovação.

Quais documentos são aceitos para quem é CLT?

Se você trabalha com carteira assinada, o processo é bem simples. Os documentos mais comuns para comprovar renda são:

  • Holerites dos últimos três meses
  • Carteira de trabalho atualizada
  • Declaração de imposto de renda

Nesse caso, a renda costuma ser estável e previsível, o que facilita a análise do banco. Normalmente, é só apresentar esses documentos e aguardar a aprovação.

E como fica a comprovação de renda para autônomos e profissionais liberais?

Se você é autônomo, freelancer ou profissional liberal, o caminho pode ser um pouco diferente, já que não existe um holerite fixo todo mês. Ainda assim, é perfeitamente possível comprovar renda. Alguns documentos aceitos são:

  • Extratos bancários dos últimos três a seis meses
  • Declaração de imposto de renda
  • Recibos de prestação de serviços
  • Pró-labore (para quem tem empresa aberta)

O ideal é manter um histórico organizado das movimentações financeiras, já que o banco vai avaliar sua capacidade de pagamento com base na constância das entradas.

E para MEI e pequenos empresários?

Para quem é MEI ou tem uma pequena empresa, a comprovação de renda pode ser feita através do pró-labore e do faturamento da empresa, acompanhado de extratos bancários e declaração de imposto de renda.

Ter uma contabilidade simples e organizada ajuda bastante nesse processo. Dessa forma, você mostra ao banco que sua renda é real e que há fluxo de caixa para arcar com as parcelas.

Existem outras formas de comprovar renda?

Além das opções tradicionais, algumas instituições aceitam:

  • Contracheques de pensão ou aposentadoria
  • Comprovantes de aluguel recebido
  • Declaração de imposto de renda com rendimentos de investimentos

Isso significa que mesmo quem não tem salário fixo pode encontrar uma forma adequada de comprovar renda.

E quando o imóvel segue regras específicas de renda, como HIS e HMP?

A MagikJC acredita que morar bem deve ser um direito acessível. Por isso, oferecemos unidades nas categorias Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em nossos empreendimentos.

Esses imóveis recebem incentivos públicos para que famílias de diferentes faixas de renda possam comprar seu apartamento com preços acessíveis e em localizações estratégicas. Confira as regras atualizadas para garantir sua unidade:

  1. Quem pode comprar? (Público-Alvo)

    O programa é destinado a famílias que comprovem renda dentro dos limites legais. A renda pode ser calculada pelo valor total da família ou pela média por pessoa (per capita).

    Categoria Renda Familiar Mensal (Total) OU Renda por Pessoa (Máxima)
    HIS 1 Até R$ 4.863,00 OU Até R$ 810,50
    HIS 2 Até R$ 9.726,00 OU Até R$ 1.621,00
    HMP Até R$ 16.210,00 OU Até R$ 2.431,50
  2. Preços Máximos de Venda

    Para assegurar o acesso à moradia para as famílias enquadradas nas faixas de renda, a lei define limites de preço para a venda dessas unidades em 2026:

    • HIS 1: Até R$ 276.102,20.

    • HIS 2: Até R$ 383.636,74.

    • HMP: Até R$ 537.672,71.

    Nota: Estes valores são corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e se aplicam para empreendimentos aprovados a partir de maio de 2025.

  3. Como funciona a comprovação de renda?

    A comprovação de renda para o enquadramento é regida pela Portaria SEHAB nº 61/2024, que detalha a documentação necessária conforme o perfil profissional do interessado. A aferição deve ocorrer obrigatoriamente no momento da assinatura do compromisso ou contrato de compra e venda.

    Documento de Prioridade Geral

    Independentemente da ocupação, a legislação estabelece que, sempre que possível, a comprovação da renda familiar deve ser feita com a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) dos titulares do contrato. No entanto, este documento não exclui a necessidade de provas específicas para cada situação.

    Documentos por Categoria Profissional

    A Portaria define critérios específicos para diferentes tipos de rendimentos:

    • Assalariados (Regime Celetista ou Estatutário): Devem apresentar os 3 (três) últimos holerites (demonstrativos de pagamento), sendo o rendimento calculado pela média da remuneração bruta total.

    • Profissionais Autônomos Formais: Exige-se a Inscrição Municipal para prestação de serviços, o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e a declaração de IRPF com recibo de entrega.

    • Profissionais Autônomos Informais: Devem preencher a “Declaração de Renda – Trabalho Informal” (conforme modelo oficial), acompanhada de extrato bancário dos últimos três meses, CNIS e IRPF (ou declaração de isenção).

    • Microempreendedores Individuais (MEI): A comprovação é feita pelos valores registrados na Declaração Anual Simplificada do MEI (DAS-MEI).

    • Empresários de Pequeno Porte: Devem apresentar os 3 (três) últimos pró-labores acompanhados do respectivo contrato social.

    • Aposentados e Pensionistas: É necessária a declaração de beneficiário do INSS indicando o valor e o extrato bancário dos últimos três meses.

    Requisitos e Situações Específicas

    Aplicam-se ainda as seguintes regras adicionais:

    1. Para todos os titulares sem vínculo empregatício, é necessária a apresentação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), mesmo que não existam registros de emprego formal.

    2. Declarações de renda para comprovar o enquadramento não são aceitas.

    3. Para o cálculo da renda familiar bruta não são considerados: o 13º salário, benefícios temporários indenizatórios, auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, BPC e o Bolsa Família.

    4. A Certidão de Enquadramento de Renda é expedida pelo próprio promotor do empreendimento ou locador, que detém a responsabilidade legal pela veracidade das informações e pela guarda integral da documentação que justificou a emissão.

    5. Para a soma dos rendimentos, considera-se família todos os indivíduos que contribuam para o rendimento ou tenham despesas atendidas pela unidade familiar e que moram no mesmo domicílio.

  4. Compra por Investidores e Locação Social

    Pessoas com renda superior aos limites (não enquadrados) também podem comprar unidades HIS ou HMP, desde que o objetivo seja a locação social para famílias que estejam dentro das faixas de renda permitidas.

    • Regra do Aluguel: O valor mensal do aluguel não pode ultrapassar 30% da renda da família que for morar no imóvel. As faixas de renda das famílias aptas a locarem imóveis são as mesmas para a compra das unidades, conforme quadro do item 1.

    • Uso Obrigatório: A unidade com tipologia HIS ou HMP deve ser usada como moradia definitiva. É proibida a locação por temporada ou através de plataformas como Airbnb.

  5. Por quanto tempo valem essas regras?

    A obrigação de destinar o imóvel apenas ao público de baixa renda e respeitar os limites de preço dura 10 anos, seja para moradia, seja para locação. Esse prazo começa a contar a partir da primeira venda para uma família enquadrada ou do primeiro contrato de locação. Essa condição fica registrada na matrícula do imóvel para garantir que o benefício social seja preservado.

Quais as melhores dicas para facilitar a aprovação?

  • Organize seus documentos com antecedência: isso agiliza o processo e evita atrasos.
  • Evite movimentações suspeitas: entradas irregulares em contas bancárias podem gerar dúvidas na análise.
  • Mantenha as finanças em ordem: dívidas em aberto ou score de crédito baixo podem dificultar a aprovação.
  • Considere um co-comprador: em alguns casos, somar a renda de outra pessoa (como cônjuge) ajuda a aumentar o limite de aprovação.

E se minha renda não for suficiente?

Se o valor da parcela ultrapassar os 30% da sua renda, o financiamento pode não ser aprovado. Nesse caso, algumas alternativas são:

  • Escolher um imóvel com valor mais baixo
  • Dar uma entrada maior para reduzir o financiamento
  • Incluir a renda de outra pessoa no contrato

Assim, você aumenta suas chances de conseguir o crédito sem comprometer demais seu orçamento.

Está na hora de comprar o seu primeiro apartamento!

Saber como comprovar renda ao comprar um apartamento é fundamental para quem está planejando dar esse passo importante. Seja você CLT, autônomo, MEI ou aposentado, sempre há uma forma de mostrar ao banco que pode arcar com o financiamento.

O segredo está em manter uma boa organização financeira e apresentar os documentos corretos. Dessa forma, o processo de aprovação se torna mais simples e você fica mais perto de conquistar seu novo lar.

E para te ajudar na missão de encontrar o lar ideal para você e sua família, confira este post em nosso blog no qual damos algumas dicas de como escolher o imóvel certo!